Viver em sociedade é compartilhar várias experiências em conjunto. Isso inclui fenômenos sociais, crenças, preferências e comportamentos. No meio disso tudo, a moda se destaca como forma de autoexpressão através de roupas, sapatos, penteados, acessórios e outros, relacionados a uma época e local. É um modo de se comunicar com o mundo ao redor, sendo de grande importância para muitas pessoas que optam por se expressar através dela. 

A moda inclusiva é um avanço incrível nas perspectivas de moda, que inclui aspectos adicionais importantes dentro dessas ideias preconcebidas de moda. A Insider preparou um conteúdo sobre esse tópico para você descobrir o que é moda inclusiva e qual sua importância. Não deixe de conferir!

Moda e autoestima

Se vestir para as mais diversas ocasiões pode não ser uma tarefa simples para todos. Obedecer a um dress code ou às regras sociais pode ser de fato desafiador, uma vez que todos são parte um conjunto muito maior e mais plural de pessoas e ambientes diferentes. No entanto, algumas pessoas enfrentam questões bem mais sérias: a falta de roupas que vestem bem seus corpos, com a segurança e funcionalidade que precisam.

A moda deve ser um fenômeno abrangente, que abarca as individualidades de forma satisfatória, e em sua versão inclusiva pretende se tornar essencial para que pessoas se sintam bem, valorizem seus corpos e suas particularidades, com proteção e cuidados com a imagem pessoal, criando uma relação positiva entre inclusão, moda e autoestima

É um momento propício para o rompimento de padrões preestabelecidos de corpos.. A forma como uma pessoa se veste está diretamente ligada às suas preferências, valores e sentimentos – alegria, satisfação, bem estar,  segurança, prazer, desesperança, baixa autoestima – ou simplesmente um gosto pessoal, sem tanta profundidade. Essa escolha gera uma imagem, que transmite informação para ela e para os demais. É assim que muitos se comunicam através da moda e estilo e encontram associações, inclusive, com o humor, sendo participante do dia a dia de vários indivíduos.

Então, não faz sentido e nem é positivo que alguns fiquem apenas com “o que servir”, sem a possibilidade de se sentir bem vestido, por falta de inclusão na moda, enquanto outros têm opções de sobra. As pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida são referências bastante significativas do quanto a moda deve repensar o estabelecimento de padrões corporais. Todos precisam conseguir se enxergar nas opções disponíveis, para que a moda seja um agente inclusivo e não excludente. Isso não pode ser uma ação temporária: a moda inclusiva precisa ser permanente, garantindo que pessoas diferentes sejam vistas e vestidas.

Moda para diferentes corpos

Existem opiniões limitantes sobre o que cai bem e o que não é adequado para pessoas com corpos diferentes – sejam medidas maiores, corpos com deficiências, mobibilidade reduzida entre outras – e essas concepções precisam ser urgentemente superadas. 

Esses pensamentos mecanizados, na verdade, representam retrocessos que podem afetar a vida e autoestima de pessoas que precisam de uma moda inclusiva, capaz de vestir diferentes corpos. Quanto mais inclusiva a moda se torna, mais pessoas passam a enxergar os momentos de escolha de looks como algo prazeroso, causador de bem-estar e satisfação. É totalmente oposto a situações constrangedoras causadas por reflexos de uma ditadura de beleza e padrões que não considera a multiplicidade de belezas e corpos que existem.

As pessoas com deficiência, alvo central da moda inclusiva, podem ser beneficiadas com peças de roupas e sapatos que não são excludentes, e, por consequência, que vestem bem seus corpos, de modo que sejam incluídos nas demandas do vestuário em âmbito geral. Essas peças precisam ser funcionais, simples de vestir e confortáveis. Isso proporciona a autonomia, indispensável para o cotidiano desses grupos!

Pensar em moda inclusiva também é bem próximo a identificar a necessidade de diversidade dentro dessa grande atividade que a moda é. Existem pessoas com necessidades de inclusão de representatividade por deficiências, etnia, gênero, orientação sexual, baixo poder aquisitivo, idade e tamanho do corpo. Uma moda que inclui todas essas diferenças é inclusiva, e isso é bastante importante, além de ser um debate atual!

Moda inclusiva para pessoas

A moda não é para tamanhos específicos, formatos ou limitada à dimensões: é para pessoas. Ela precisa estar  acessível para que todos desfrutem de todas as suas vantagens, variações e aspectos sociais e culturais. A moda atemporal é uma das responsáveis por tornar o vai e vem da moda menos nocivo, tanto às pessoas que não desejam se tornar reféns de tendências, quanto ao meio ambiente que é vítima dos impactos do fast fashion. Por isso, um produto atemporal e a categoria de roupa para pessoas variadas são ótimas alternativas de moda inclusiva!